domingo, 24 de abril de 2011

A Física não tem graça 4 - O rápido decaimento do êxtase

Caros amigos, caros aspirantes a físico (como escrever isso no plural corretamente, eu não sei), caros físicos, caros leitores, caros etcs.
Olá novamente.
Estou hoje aqui presente de teclado e mouse nesse blog para tratar sobre o êxtase que nos é tomado quando a luz da epifania clareia nossas mentes!...não, peraí, acho que já tratei sobre isso quando falei de Lagrange...não, Legendre...
É, então estou aqui para tratar mesmo de como a gente se sente um merda depois que descobrimos que nossa "super-teoria-revolucionária-que-exiplica-como-as-partículas-podem-ter-velocidades-maiores-que-a-da-luz" já foi muito bem escrita e analisada por muitos pesquisadores, e que existe pesquisador que já ganhou um bem grande e bem bonito prêmio Nobel (que você estava esperançosamente almejando obter com sua "super-teoria...") especificamente no desenvolvimento desse assunto que você, muito genialmente, crê que bolou.
Enfim.
Enfrentei esse efeito periódico do êxtase precisamente no dia de hoje, 24 de abril de 2011, um domingo no páscoa.
Estava voltando de Campinas, onde fui visitar meus tios e meus avós e onde fui regozijar na comilança de páscoa do meu regime desintoxicante, e, como de praxe, ouvindo Devin Townsend no meu player. O que estou a prestes a descrever ocorreu, mais especificamente, entre a 10ª e a 11ª faixa do álbum Synchestra.
Enfim.
Sempre tive um idéiazinha borbulhando na minha mente. Pra mim, o conceito de massa é muito estranho. De acordo com Newton, temos duas abordagens aparentemente diferentes para esse conceito: massa inercial, derivada (palavra infeliz) da 2ª Lei de Newton, que é a dificuldade que um corpo possui em adiquirir aceleração dada uma força; e massa gravitacional, da Lei da Gravitação Universal, também de Newton, que é uma característica inerente ao corpo através da qual ocorre a atração gravitacional.
Bom, creio que existem maneiras de deixarmos de lado esse conceito de massa, levando em consideração a teoria da relatividade geral. A visão de que a gravidade é na verdade a ação de corpos sobre o espaço tempo, e de que aceleração inercial e gravitacional podem ser interpretadas como a mesma coisa, possibilita que o conceito de massa caia por água abaixo, desde que a relação corpo <-> espaço-tempo ocorra de uma forma diferente, digamos, por exemplo, através da força eletromagnética. É claro que é infantil imaginarmos que essa relação ocorre segundo as mesmas leis da Força Eletristática, já que é trivial (NOSSA, PRIMEIRA VEZ QUE USO ESSA PALAVRA, E SOA TÃO BEM!) observar a diferença exorbitante entre a magnitude da Força "Gravitacional" (como chamamos) e a Força Eletrostática. Mas enfim, a idéiazinha a qual me apeguei é a de que a gravidade na verdade é uma forma diferente das velhas e conhecidas interações eletromagnéticas.
Portanto, hoje, usando diversos conceitos que aprendi nas conversas com um orientador do ano passado, algumas coisas que li sobre a relativadade geral, e um pouco de criatividade inspirada pelas 10ª e 11ª faixas do álbum Synchestra do Devin Townsend, consegui bolar uma maneira espetaculpar para explicar como a força gravitacional poderia possuir, na verdade, natureza eletromagnética, e ainda explicar porque a força "gravitacional" é tão fraca quanto é, e ainda ainda explicar porque as ondas gravitacionais viajam na velocidade da luz.
Fique animadíssimo, liguei pra minha namorada e contei todas minhas idéias pra ela (que não descrevo aqui pois ainda há em mim uma ínfima esperança de que elas vão me garantir o prêmio Nobel no futuro, e não quero nenhum russo lendo-as).
Entrei na internet perto das 20:30 e tive a infeliz curiosidade de pesquisar no google "gravity as eletromagnetic force".
Meh.



Um tal de Gerald't Hooft, maldito físico teórico neerlandês, ganhou o prêmio nobel em 1999 por idealizar um modelo com todas as forças unificadas.
É...
Acabou-se a graça.
=(



Feliz páscoa.
Maldita dieta. Não comi uma nanograma de chocolate sequer.



Odeio vocês.
Tchau.

3 comentários:

  1. Obs: como se russos fossem ler meu blog.

    Eles não falam português, duh.

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  2. Ai, como você é bonitinhoooooo!
    Meu gatééééééé.

    (:

    Você ainda não ganhará o Nobel, com essa teoria...
    Mas está no caminho certo!

    Te amo.





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  3. Você é um Prêmio Nobel para nós que convivemos com vc... Chora não gatinho... Milhões de idéias virão quando vc voltar com os conhecimentos que verá no Acelerador de Partículas... Siga em frente. Você é o Máximo.
    Bjs... Titia Tereza "Corujando sobrinho"

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