Caros amigos, caros aspirantes a físico (como escrever isso no plural corretamente, eu não sei), caros físicos, caros leitores, caros etcs.
Olá novamente.
Estou hoje aqui presente de teclado e mouse nesse blog para tratar sobre o êxtase que nos é tomado quando a luz da epifania clareia nossas mentes!...não, peraí, acho que já tratei sobre isso quando falei de Lagrange...não, Legendre...
É, então estou aqui para tratar mesmo de como a gente se sente um merda depois que descobrimos que nossa "super-teoria-revolucionária-que-exiplica-como-as-partículas-podem-ter-velocidades-maiores-que-a-da-luz" já foi muito bem escrita e analisada por muitos pesquisadores, e que existe pesquisador que já ganhou um bem grande e bem bonito prêmio Nobel (que você estava esperançosamente almejando obter com sua "super-teoria...") especificamente no desenvolvimento desse assunto que você, muito genialmente, crê que bolou.
Enfim.
Enfrentei esse efeito periódico do êxtase precisamente no dia de hoje, 24 de abril de 2011, um domingo no páscoa.
Estava voltando de Campinas, onde fui visitar meus tios e meus avós e onde fui regozijar na comilança de páscoa do meu regime desintoxicante, e, como de praxe, ouvindo Devin Townsend no meu player. O que estou a prestes a descrever ocorreu, mais especificamente, entre a 10ª e a 11ª faixa do álbum Synchestra.
Enfim.
Sempre tive um idéiazinha borbulhando na minha mente. Pra mim, o conceito de massa é muito estranho. De acordo com Newton, temos duas abordagens aparentemente diferentes para esse conceito: massa inercial, derivada (palavra infeliz) da 2ª Lei de Newton, que é a dificuldade que um corpo possui em adiquirir aceleração dada uma força; e massa gravitacional, da Lei da Gravitação Universal, também de Newton, que é uma característica inerente ao corpo através da qual ocorre a atração gravitacional.
Bom, creio que existem maneiras de deixarmos de lado esse conceito de massa, levando em consideração a teoria da relatividade geral. A visão de que a gravidade é na verdade a ação de corpos sobre o espaço tempo, e de que aceleração inercial e gravitacional podem ser interpretadas como a mesma coisa, possibilita que o conceito de massa caia por água abaixo, desde que a relação corpo <-> espaço-tempo ocorra de uma forma diferente, digamos, por exemplo, através da força eletromagnética. É claro que é infantil imaginarmos que essa relação ocorre segundo as mesmas leis da Força Eletristática, já que é trivial (NOSSA, PRIMEIRA VEZ QUE USO ESSA PALAVRA, E SOA TÃO BEM!) observar a diferença exorbitante entre a magnitude da Força "Gravitacional" (como chamamos) e a Força Eletrostática. Mas enfim, a idéiazinha a qual me apeguei é a de que a gravidade na verdade é uma forma diferente das velhas e conhecidas interações eletromagnéticas.
Portanto, hoje, usando diversos conceitos que aprendi nas conversas com um orientador do ano passado, algumas coisas que li sobre a relativadade geral, e um pouco de criatividade inspirada pelas 10ª e 11ª faixas do álbum Synchestra do Devin Townsend, consegui bolar uma maneira espetaculpar para explicar como a força gravitacional poderia possuir, na verdade, natureza eletromagnética, e ainda explicar porque a força "gravitacional" é tão fraca quanto é, e ainda ainda explicar porque as ondas gravitacionais viajam na velocidade da luz.
Fique animadíssimo, liguei pra minha namorada e contei todas minhas idéias pra ela (que não descrevo aqui pois ainda há em mim uma ínfima esperança de que elas vão me garantir o prêmio Nobel no futuro, e não quero nenhum russo lendo-as).
Entrei na internet perto das 20:30 e tive a infeliz curiosidade de pesquisar no google "gravity as eletromagnetic force".
Meh.
Um tal de Gerald't Hooft, maldito físico teórico neerlandês, ganhou o prêmio nobel em 1999 por idealizar um modelo com todas as forças unificadas.
É...
Acabou-se a graça.
=(
Feliz páscoa.
Maldita dieta. Não comi uma nanograma de chocolate sequer.
Odeio vocês.
Tchau.
domingo, 24 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
A Física não tem graça 3 - Como nadar no espaço-tempo e (possivelmente) se safar de um acidente de avião
Mais de 100 anos depois, e o Titio Einstein continua a revolucionar o mundo da...natação?
É meus caros. A piscina se tornou obsoleta a partir do momento em que Einstein tirou da ponta da caneta "E=mc²", numa noite fria de outubro do inverno alemão, na aconchegância do seu lar. A piscina e muitas outras coisas, como Euclides e etc. Mas vou voltar minha atenção para a piscina nesse post, especificamente. Mais tarde comento sobre mais coisas que se tornaram inúteis depois de Einsten (lembrei de mais um, o éter. Einstein, seu destruídor de lares...)
Enfim!
Li na Scientific America a um tempinho atrás, e em um artigo a um dt atrás, para não esquecer e fazer um post bonito, que um novo efeito relativístico foi descoberto! Corpos livres são capazes de aumentar ou diminuir sua velocidade ou mudar sua trajetória realizando movimentos de deformação locais. Esse efeito é decorrente da natureza particular que a gravidade assume na teoria da relatividade geral de Einstein. Quem quiser ler mais sobre a parte séria do assunto, o artigo está em um link ali em baixo. Basciamente, ele diz que se você fizer um movimento parecido com nado borboleta no espaço tempo, você vai pra frente. Ou pra trás. Ou pra onde você quiser. (Viu como as piscinas se tornaram obsoletas? Os nadadores não precisam mais delas pra nadar! O espaço-tempo tá aí o tempo todo. Os campeões já devem estar praticando intensivos em zonas de zero gravidade.)
Agora, vamos ao que interessa.
Quem de vocês, caros estudantes de física, já se questionou: "Mas para que diabos servem todas essas equações?"
Quem de vocês, caros e assíduos estudantes de física, já foi questionado por sua avó: "Mas fio, achei que era educação física que você tinha prestado. A física serve pra quê mesmo?"
Ao invés de responder os famosos clichês "Ahhhhh, para desvendar a natureza...", "Ahhhh, para matar minha curiosidade...", ou até "Ahhhh, é inútil mas é a única coisa que sei fazer de bom...", você terá uma resposta a altura: "PODE SALVAR TUA VIDA MUIÉ!"
POIS É! AHÃÂ!
Imagine só se você está curtindo sua viagem de avião, e de repente é atingido por um furioso meteorito (não você, o avião). O meteorito veio do grande planeta X, Niburu, que abriga os Annunaki, seres humanos 10 vezes mais evoluídos, que vieram para terra para escolher os seres humanos daqui que irão partir dessa nossa vidinha chinfrim pra uma bem melhor num planeta enorme que é capaz de puxar todo mundo da terra com sua gravidade exorbitante. Enfim, e VOCÊ, LEITOR, é um dos ESCOLHIDOS DOS ANNUNAKI! Você obviamente não PODE morrrer...MAAAS O AVIÃO ESTÁ CAINDO. O QUE VOCÊ FAZ?
A física te salva: nade. Realizar movimentos cíclicos pode alterar sua trajetória, lembra? É isso mesmo, man, nade como se você tivesse um pipi duro de 30 cm pra entrar no seu tutu. Se você for bom o suficiente, você cairá como um paraquedas no chão e será salvo pelos Annunaki, e será reverenciado como um deus no planeta X já que você foi o único sobrevivente do ataque-meteorito-from-hell.
É. Hoje certamente a física TEM graça. E muita! Há.
Links:
Artigo da Scientific Amercica: http://www.brophy.net/Downloads/AIL%20Class%20on%20Reality%20&%20Unreality/READING%20MATERIAL%20IN%20PDF%20FORMAT/87%20SWIMMING%20in%20curved%20spacetime.pdf
Outro artigo mencionado: http://arxiv.org/PS_cache/gr-qc/pdf/0510/0510054v2.pdf
É meus caros. A piscina se tornou obsoleta a partir do momento em que Einstein tirou da ponta da caneta "E=mc²", numa noite fria de outubro do inverno alemão, na aconchegância do seu lar. A piscina e muitas outras coisas, como Euclides e etc. Mas vou voltar minha atenção para a piscina nesse post, especificamente. Mais tarde comento sobre mais coisas que se tornaram inúteis depois de Einsten (lembrei de mais um, o éter. Einstein, seu destruídor de lares...)
Enfim!
Li na Scientific America a um tempinho atrás, e em um artigo a um dt atrás, para não esquecer e fazer um post bonito, que um novo efeito relativístico foi descoberto! Corpos livres são capazes de aumentar ou diminuir sua velocidade ou mudar sua trajetória realizando movimentos de deformação locais. Esse efeito é decorrente da natureza particular que a gravidade assume na teoria da relatividade geral de Einstein. Quem quiser ler mais sobre a parte séria do assunto, o artigo está em um link ali em baixo. Basciamente, ele diz que se você fizer um movimento parecido com nado borboleta no espaço tempo, você vai pra frente. Ou pra trás. Ou pra onde você quiser. (Viu como as piscinas se tornaram obsoletas? Os nadadores não precisam mais delas pra nadar! O espaço-tempo tá aí o tempo todo. Os campeões já devem estar praticando intensivos em zonas de zero gravidade.)
Agora, vamos ao que interessa.
Quem de vocês, caros estudantes de física, já se questionou: "Mas para que diabos servem todas essas equações?"
Quem de vocês, caros e assíduos estudantes de física, já foi questionado por sua avó: "Mas fio, achei que era educação física que você tinha prestado. A física serve pra quê mesmo?"
Ao invés de responder os famosos clichês "Ahhhhh, para desvendar a natureza...", "Ahhhh, para matar minha curiosidade...", ou até "Ahhhh, é inútil mas é a única coisa que sei fazer de bom...", você terá uma resposta a altura: "PODE SALVAR TUA VIDA MUIÉ!"
POIS É! AHÃÂ!
Imagine só se você está curtindo sua viagem de avião, e de repente é atingido por um furioso meteorito (não você, o avião). O meteorito veio do grande planeta X, Niburu, que abriga os Annunaki, seres humanos 10 vezes mais evoluídos, que vieram para terra para escolher os seres humanos daqui que irão partir dessa nossa vidinha chinfrim pra uma bem melhor num planeta enorme que é capaz de puxar todo mundo da terra com sua gravidade exorbitante. Enfim, e VOCÊ, LEITOR, é um dos ESCOLHIDOS DOS ANNUNAKI! Você obviamente não PODE morrrer...MAAAS O AVIÃO ESTÁ CAINDO. O QUE VOCÊ FAZ?
A física te salva: nade. Realizar movimentos cíclicos pode alterar sua trajetória, lembra? É isso mesmo, man, nade como se você tivesse um pipi duro de 30 cm pra entrar no seu tutu. Se você for bom o suficiente, você cairá como um paraquedas no chão e será salvo pelos Annunaki, e será reverenciado como um deus no planeta X já que você foi o único sobrevivente do ataque-meteorito-from-hell.
É. Hoje certamente a física TEM graça. E muita! Há.
Links:
Artigo da Scientific Amercica: http://www.brophy.net/Downloads/AIL%20Class%20on%20Reality%20&%20Unreality/READING%20MATERIAL%20IN%20PDF%20FORMAT/87%20SWIMMING%20in%20curved%20spacetime.pdf
Outro artigo mencionado: http://arxiv.org/PS_cache/gr-qc/pdf/0510/0510054v2.pdf
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